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Notícia - 13/04/2018 às 01:40:50
PRIMEIRA VITÓRIA DO ANO, PORÉM NÃO FOI O MAIS IMPORTANTE.
A Unilog estréia a temporada com vitória.

Por FELIPE DUQUE
SERRA, ES
A Fúria em oração com PJEC (Foto: Varzapp)
A UNILOG iniciou seu trabalho com bola essa semana e adaptando a fundamentação cientifica com inserção de treinos com bola, como utilizado nos países europeus. Teve como seu adversário, o Projeto Juventude Esporte Clube do Professor Portugal (A história dessa equipe no final da matéria), foi um pedido direto do professor Portugal, para o nosso manager Maurição, atendido prontamente.

 O Resultado foi o que menos importou, o Projeto Juventude com garotos até 20 anos, colocaram uma ideia do futebol 7 atual, que é marcação em linha 1 durante toda a partida, os atletas de 20 anos, muito bem orientados, disciplinados e de grande qualidade. Jogam por um ideal, por sonhos e logicamente oportunidades, destaque na partida para o grande goleiro, que apesar de alguns gols tomados, evitou tantos outros.


 Do outro lado, á máquina, os selecionáveis, o time a ser batido, a UNILOG. A equipe reviveu nesse encontro, o poder do sonho em se tornar jogador de futebol nos jovens adversários, trataram todos com enorme respeito e buscaram a execução do "engessamento" que o treinador Maurição aplicou até o momento na temporada, o que vimos foram grandes lances e a certeza que a Unilog virá muito forte nesse ano, lutando pela a defesa de todos os títulos conquistados.


 O Treinador Maurição, falou sobre alguns assuntos do amistoso, da equipe e futuras contratações.
 

Maurição, como viu o adversário a ser escolhido?

Na verdade optamos pelo início do trabalho, a utilizar alguns mecanismos interessantes que a Europa nos ensinou na preparação das equipes, colocando jogos dentro da sua pré temporada, claro que pela facilidade de termos 100% do elenco do ano passado. Tentei nesses amistosos de início de temporada marcar contra equipes que mostram nossa essência. Essência de luta, de perseverança, humildade e lembrar de nossas raízes. O que melhor representa isso, do que um projeto social, ainda mais vindo de um pedido do treinador Portugal, onde tem minha admiração e respeito pelo trabalho realizado já há algum tempo no fut7. Portanto, temos juventude que representa nossa essência no meio do futebol, que é paixão. Temos o Galatabarra, que jogaremos no sábado, que mostra uma equipe em organização para chegar a despontar no cenário nacional, como em 2015, tínhamos esse sonho e o MOTOR pedido especial ao amigo Saulo, que representa jogar na “Bomboneira” do fut7 capixaba, na Ilha de Santa Maria, para comemorar o aniversário da equipe, que representa as adversidades que poderemos contar nesse ano, nas competições fora do Estado. E esse passo foi dado, graças ao grande trabalho de Rodrigo Oliveira e Rodrigo Aguiar onde continuamos sendo a equipe que mais corre no fut7 atual e também há que menos possui lesão, a última lesão dentro da nossa equipe foi em 2015.

Qual avaliação da equipe?

Temos alguns atletas que continuam em uma crescente desde o ano passado e muitos atletas estão chegando em um nível impressionante de futebol 7, que até me assusto. Para o primeiro trabalho do ano com bola, foi bastante satisfatório, alguns atletas com inserção total de pensamento de jogo e outros procurando sua melhor performance. Avalio como acima da média esse primeiro encontro da equipe com bola, falta um pouco da sintonia fina, porém isso será aperfeiçoado nos treinamentos.

Dentro das expectativas, as atenções viradas para o Matador Mário, uma das grandes contratações da Unilog para esse ano, como avalia sua chegada no grupo?

Da melhor maneira possível, se trata de um matador. Temos três grandes pivôs, Tuti, Maykinho e Mário, com certeza conto muito com eles durante a temporada, tenho a melhor trinca de pivôs do Brasil e eles nos darão muita alegria. Toda estreia requer uma calma principalmente para adaptação, mas fiquei satisfeitíssimo com o matador, é um atleta diferenciado em todos sentidos e está adaptando em uma forma nova de jogar e tenho certeza que nos dará muitas alegrias esse ano.  
 

A equipe que entrava na segunda troca, parecia estar mais entrosada, seria essa uma leitura que tivemos da partida?

Perfeita leitura, são jogadores que já estão jogando juntos há algum tempo e estão exercendo suas funções dentro das combinações em excelência. No primeiro sexteto tivemos a ausência de três atletas, então tirar 50% de um sexteto é complicado e demanda tempo, afinal Perdigão, Salles e Carioca fizeram um excelente 2017.

Será que Unilog por ter ganho tudo em 2017, pode cair em algumas armadilhas em 2018 ?

Até poderia, se a equipe fosse formada por garotos mais jovens, porém os atletas são experientes, nos reunimos todos os sábados e dentro das nossas orações pedimos a Deus que possa retirar o EGO e SOBERBA desse grupo, pois são todos extremamentes qualificados e em algum momento poderão ficar descontentes, com: Banco, relação, preferência. Mas sempre invoco a presença de nosso Senhor Jesus Cristo, para que não possa falhar com esses homens, cidadãos do bem e ótimos país de família em sua maioria. Gosto de enfatizar que o espaço democrático é as 4 linhas, se o atleta fizer por onde, estará sempre jogando.

A Unilog conta com um elenco de quase 30 atletas, não é muito? Não seria melhor reduzir?

Se olhar o número 30 é muito, se olhar a efetividade, já começamos a conversar de outra maneira. Temos George André com problemas físicos, assim como a recuperação de Yuri Brum e Carioca, temos a situação de Júnior goleiro, Léo chocolate machucado, um dos nossos principais jogadores segue no campo Gustavo Salles, então já não são mais 30 jogadores é só contar.

Chato, intransigente, mal humorado, insuportável, coração de gelo, ogro, entre outras palavras que escutamos do treinador Maurição, são verdadeiras?

Se ser isso tudo como dito acima, for traduzido em extrair performance, sou culpado totalmente, exijo o máximo. Preste atenção, não o normal, não o mínimo, sempre o máximo. Os fatores que me levam a ter isso do atleta, não me importa, talvez por isso falem esses carinhosos adjetivos, aqui é e sempre será muito trabalho. Graças a Deus podem falar que sou isso tudo acima, mas não podem falar que sou traíra, desleal, covarde, trato meus atletas da mesma forma, se eles querem alguém para conversar peço para comprarem um animal de estimação ou começarem a namorar, por que eu? Sou apenas extrator de performance.   


Com esses problemas físicos, a Unilog ainda possui vagas para o elenco?

No momento estamos satisfeitos com o que temos e esses problemas estavam dentro da programação. Porém tem um atleta a nível estadual que quero muito trabalhar e um outro a nível nacional que gostaria de trabalhar, porém temos que entender as limitações do projeto e saber aguardar a evolução natural.

Então, pronto para repetir 2017 ?

Seria de uma falta de humildade absurda dizer que sim, temos que respeitar a história, no futebol 7 dificilmente equipes conseguiram conquistas seguidas. Esse trabalho, tem sido intensificado cada vez mais com o grupo, somos vidraça hoje em dia, em todo o Brasil, devemos nos policiar e estarmos sempre unidos. Porém luta, entrega,raça,paixão e vontade não nos faltará nunca.

Para finalizar, tivemos a presença de Buru na partida, o quanto é importante a presença do lendário Buru na Unilog ?

Todos nós sabemos que o “DONO” da Unilog fut7 é o Buru, é meu ídolo particular, é um dos caras mais sensacionais que tive o prazer de conhecer, não mede palavras para conversas, aponta erros, acertos e sugestões para nossa melhoria. Era fã desse cara desde a época da adolescência, que acordava para ver esse monstro jogar. Deus me proporciona anos depois, ter essa lenda ao meu lado, só tenho agradecer por ter essa oportunidade.

P.S - Histórico do Projeto Juventude 

O projeto foi criado em 2015, somente com uma categoria sub 17 na época. Chamava belga,o antigo presidente não aceitava colocar mais categorias e o sonho do professor Portugal sempre foi criar um projeto no bairro, porque  existem muitos talentos, e por ser um bairro violento decidiram criar todas as categorias, o presidente antigo se afastou do projeto  e começamos do zero, sem bola, sem material. Ganharam algumas camisas antigas, hoje possuem crianças de 5 à 20 anos e começaram com feminino, cerca de 200 alunos ao total. O atual presidente Israel mudou o nome pra Projeto Juventude Esporte Clube (PJEC), infelizmente não possuem apoio de ninguém, trabalham com as bençãos de Deus e algumas pessoas que ajudam as vezes o projeto. Precisa ser olhado com mais carinho por todos os capixabas.

(Informações passadas pelo treinador Portugal)